quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mais audiência

Raj e Maia vão apresentar o Jornal Nacional. Eles dão mais audiência que William e Fátima. Ainda bem que estes dois diplomados já têm uma poupança bem gorda para bancar seus trigêmeos! Agora que não precisam mais de pessoas graduadas para exercer a função de jornalista, a Globo tornará o jornal mais atraente ao público.
Ouvi boatos que a previsão do tempo passará por uma grande reformulação. Ainda estão decidindo se Carla Peres, Sheila Carvalho ou a Mulher Melancia fará a apresentação. Haverá também o garoto do tempo. Eu, particularmente, voto num dos galãs da novela das oito, mas como o mundo está sofrendo drasticamente com mudanças climáticas, devem optar por algo mais agressivo. Dizem que pensam em Alexandre Frota, mas ainda não há nada oficial sobre o assunto.
Quando estiver calor, os apresentadores do tempo estarão bem vestidos e irão se despir gradualmente, a cada informação dada. Nos dias de frio será o contrário, ambos entrarão ao natural, trêmulos de frio. E no final, quando chegarem as temperaturas mínimas e máximas, já estarão bem agasalhados.
O repórter de economia será o dono da padaria que fica pertinho do Projac. Ele começou vendendo empadas sem azeitona na rua, tão precária era sua situação. Foi um ótimo administrador e já tem outras três filiais.
A gerência esportiva ficara por conta de Galvão Bueno e isso dispensa comentários. A Glenda vai voltar a surfar para ganhar a vida e o Tino Marcos vai fazer poemas noutra freguesia, qualquer lugar onde topem pagar um salário de jornalista diplomado para suas matérias sentimentalistas.

Rio ao pensar que uma vez deixei um emprego por medo de perder meu registro no Ministério do Trabalho devido à falta de ética dos outros profissionais que trabalhavam lá!

Se já éramos prostituídos, meu bem, agora fodeu tudo de vez!

Os médicos que se cuidem! As curandeiras já estão se organizando em parceria com as benzedeiras para acabarem com a faculdade de medicina. E eu confio nelas, mas que isso fique só entre nós! Sempre que vou, elas costuram minha dor e volto para casa novinha em folha!

Brincadeiras à parte, fico imaginando como será o jornalismo daqui a algum tempo. Se com profissionais formados muitos jornais já estão à mercê de alguns políticos, como será quando aqueles que jamais passaram por uma discussão técnica, filosófica e antropológica acerca da profissão assumirem o comando? Como será o jornalismo no próximo ano eleitoral?

A minha esperança é que dentro de alguns anos a sociedade perceba o prejuízo de não valorizar a formação dos profissionais da imprensa.

Não sei o que dirão Luiza e Rosa...

Um abraço,
Terezinha

9 comentários:

Neto disse...

lido no twitter: Se o diploma for proteger a incompetência é melhor que ele caia para legitimar o talento.

não acredito que nada disso vai acontecer, ngm assim tem talento para entrar no jornal nacional so por audiencia.

Michele Matos disse...

O William é ótimo e nem é formado em jornalismo...
Tem perigo não, os melhores sempre terão suas chances.
=)

Diangela disse...

Não sei em que parte o "William" é ótimo, naquela que ele fala de Boner para HOmer?? Só se for hahaha

Mulheres de Atenas disse...

Acho que a maioria das pessoas caem no conto do vigário e não estão atendando para um fato muito mais importante do que a simples discussão corporativista, de que se é importante ou não a obtenção do diploma.
Amigos, creio que o principal, e como a Terezinha chegou a citar, é ver uma profissão sem regulamentação nenhuma. Acabaram com a lei de imprensa por achar que era retrógrada, mas nada veio em substituição.. acabaram com a necessidade do diploma com um ridículo argumento de que os meios de comunicação irão se autorregular. Há muito o que lamentar, pois o jornalismo constrói realidade e ficar a mercê do mercado de nada contribuirá para a democracia.
A própria crise financeira já mostrou que não existe "autorregulação", nem o mercado pôde com isso. Precisamos discutir com mais cuidado essas questões e não ficar no senso comum de que se o Willian tem diploma ou não (pro inferno o casalsinho global).

Besos, Terezinha (saudade).

Luiza.

Michele Matos disse...

O Willian é ótimo.

Mulheres de Atenas disse...

Este texto foi apenas para tratar com bom humor algo que muito me preocupa...
Tanto faz se ele é ou não formado, o que a Luiza entendeu muito bem, foi a metáfora de que agora estamos à mercê do mercado. E a partir deste momento, não apenas as emissoras de tv, mas outros veículos, podem fazer o jornalismo como desejarem, com profissionais que naõ assumirão qualquer responsabilidade, uma vez que nem a lei de imprensa existe mais.
O jornalismo, por imposição de governantes que sabem muito bem o poder que tem a imprensa, vai na contramão de outras profissões.
Para quem não compreende isso, basta questionar-se por que durante a ditadura o governo assumiu o controle dos meios de comunicação, criou alguns e perseguiu os profissionais da imprensa.
Novamente, tenho a esperança e a certeza de que um dia a sociedade irá perceber o prejuízo de não ter profissionais formados.
Bjs
Terezinha

Mulheres de Atenas disse...

E dentro da proposta de sorrir, olhar para a Fátima ou fechar a cara... o William é ótimo...rs
bjs

Ediane disse...

Bom, meninas... se ferrar tudo mesmo eu penso em juntar meus dotes culinários e cozinhar por aí, já que jornalista e cozinheiro é tudo igual. Beijos!!

Ediane disse...

Ah, mas se o diploma protege e serve de cúmplice à incompetência de alguns (ou de muitos), a ala competente da profissão precisa pagar por isso? Que dizer, pois, dos médicos, dentistas, advogados... não seria mais fácil ou correto ou justo, então, termos um Conselho para deliberar/regular/analisar/fiscalizar a metade ruim da laranja?