terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Observação

Lily Braun, Ligia e Lola
Só agora percebi que por uma coincidência estamos iguais, todas com L - de lindas, luxuosas, loucas, levadas, leais, lascívias, lunáticas... Parecemos aquelas irmãs cujas mães escolhem nomes que iniciam com as mesmas letras.

Um beijo,
Lily Braun

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eu disse adeus, eu vou com os meus numa turnê!

Sou Lily Braun! Quero ser Lily Braun!
Sempre que ouvi esta música, imaginei Lily: incrível, mulherão, atriz, linda, inteligente.
Dispenso o nunca mais de Lily Braun, paro nos dez poemas e buquê! Ou talvez, substitua o nunca mais por sempre mais...

Esta é a maravilha de não existir: poder decidir como tudo será!

Fiquei curiosa em saber se ela existia e descobri que Lily não era assim tão linda. Era sobrinha de Napoleão - ao menos foi a única referência que encontrei sobre uma mulher com este nome. Mas certamente era a intelectual que um dia eu quis ser. Feminista, juntou-se ao partido socialista alemão e lutava para que as mulheres não vivessem apenas com a expectativa de serem mães e esposas.

Tenho certeza que a Lily não recusaria um chopp com a Mulheres de Atenas.

Para dizer a verdade, não encontrei nada que comprove que a Lily feminista foi a inspiração de Chico. Se isso for um erro, que pena, sou Lily mesmo assim!

Quem dera a cada Ano Novo ou 25 de Dezembro Papai Noel me trouxesse uma cara nova, uma personalidade diferente. Com isso, saberia que 365 dias eram o meu limite para curtir o que pudesse e enterrar no final do ano esta personalidade. Meus anos seriam de pura alegria, uma missão incrível: comandar a vida de alguém que só teria um ano para viver!

Agora o time está completo!
Beijos e um ótimo ano a todas nós!
Lily Braun

Sem água, sem ar...

Passou mesmo mais um final de ano. E nesta, completamos dois anos de blog. Acho que o objetivo continua, manter vivo o contato com as três distantes, tentando adivinhar o que cada entrelinha significa na vida de cada uma de nós. Nem sempre se sabe o que dizer, mas não temos pretensão, apenas sentimentos à flor da pele. No outro ano, meu desejo foi audácia, neste, eu só quero paz.

Porque, cá pra nós, iniciei o ano super bem, sabe como? Com aquela puta sensação de estar num lugar e este lugar não estar em você. E hoje, revisitando o blog de uma recente professora minha, achei um texto que ela escreveu, coincidentemente, no dia do meu aniversário no ano passado, e é exatamente o que eu queria dizer hoje.
---------------------------------------------------------------------------------

Crônica 2

A propósito de uma crônica: no sábado (26/09), o escritor e ex-colega de UEPG Miguel Sanches Neto publicou "Amar uma cidade". Ele fala da sua relação com Ponta Grossa, lugar onde morei um tempão e hoje não entendo como consegui. O relato dele deixa transparecer todas as vicissitudes do amor: encantamento, gratidão, desencantamento, agressão, negação, aceitação, etc. Lembrei que há algum tempo escrevi uma crônica - olha só - sobre o mesmo assunto. Outras coincidências: ele nasceu numa cidade minúscula do interior do Paraná, como eu; ele viveu em Campo Mourão, como eu; fez pós-graduação em Floripa, como eu; sente-se sem raiz, sem um lugar para chamar de seu. Não tive dúvidas e escrevi para ele. A resposta trouxe mais identificação (essa coisa que nos falta a um lugar). Somos paranaenses e não sabemos o que isso significa. Também questionamos se isso precisa significar alguma coisa. Somos diferentes dos gaúchos, que no seu êxodo carregam o Rio Grande do Sul consigo para onde forem. Nós paranaenses, não. Nós vamos deixando nossa herança em algum lugar perdido da memória, acionando uma e outra informação quando solicitada. Então aquilo que poderia nos desabonar - a tal da falta de identidade - poderia nos redimir: somos o que os lugares e as pessoas que nos perpassam nos dão. Poderíamos chamar isso de cosmopolitismo doméstico. Ou não chamar de nada mesmo.


Fonte: Alarme de Incêndio
---------------------------------------------------------------------------------

O texto do Miguel Sanches Neto, aqui ó: Amar uma cidade

Lola.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sem

E passou o dia 25 de dezembro sem que nenhuma das três lembrasse de trocar seus nomes, como uma serpente que troca de pele de tempos em tempos, deixando a velha carcaça para trás.
O blog nasceu no Natal, época propícia para nascimentos. É no final do ano que tudo se renova e se refaz magicamente, com um sopro novo.
Já nos desejei coragem. Agora, peço que tenhamos sorte.

Sei que em 2010 vou. Não sei como volto. Nem quando.

Lígia, também de olhos morenos

--


Quando ouvi Lígia pela primeira vez, pensei: essa mulher deve ser uma safada. Mas qual de nós não é?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eu sempre pensei no dia em que ele chegaria com a notícia de que tinha encontrado outra pessoa e de como eu ia me sentir ao ouvir a novidade. Agora eu sei como me sinto e o fato de ter outra pessoa em sua via não é nem um pouco agradável num início de ano. Boba, achei que servíamos um para outro, a vida...

L.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A vida, amigo...

Nós voltamos. Aliás, há algum tempo isso aconteceu, mas eu hesitava em comentar a novidade com medo de que ele me deixasse novamente. Depois do que ele tinha me feito, acabou voltando com o rabo entre as pernas. Tudo bem que, de certa forma, eu é que havia provocado seu arrependimento e o conserto de nossa relação. Mas é fato, ele tinha voltado pra mim!

Agora eu era a dona do pedaço. Eu quem dava as ordens e fazia as regras. Eu dizia quando e como queria. Eu é que marcava compromissos e viagens sem pedir sua licença. Apenas comunicava a decisão, pegava ele pelo braço e me mandava.

Mas as coisas nunca acontecem como a gente planeja; regra! Viajaríamos neste natal, voltaria pra casa ao seu lado, para a confraternização em família. Contudo, desta vez foi o acaso que nos separou. Sim, aquele conjunto de causas independentes que determinam um fato qualquer, justo ele, sempre ele... Uma mulher atravessou o nosso caminho e nos deixou totalmente esfacelados. A maldita me fez ver de perto o fio da navalha pelo qual caminhamos diariamente.

Mais uma prova de que eu e ele não fomos feitos um para o outro. Meu pai, que mesmo tendo um M de machista às vezes sai com um bom conselho, falou que a culpa não era dele. - Não importa, pai, eu sei que mesmo dolorosa, existe a constatação de que ambos vão por caminhos opostos e é só; nem culpa de um, nem culpa de outro.

De todos os consolos, um me serviu mais, simplesmente pela comodidade do agrado. “Talvez, filha, isso aconteceu para que algo pior não viesse pela frente e para que a liberdade do descompromisso lhe permita novos contatos”. - Tá certo, pai, disso eu gostei...

Luiza.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Under my umbrella

Depois de dias de calor, nos quais andar no sol foi, literalmente, uma tarefa árdua, as botas puderam sair do armário, pois a chuva veio em grande quantidade, quietinha e sem pedir licença.

Quando eu era criança, meu pai ligava para a minha avó uma vez por semana, pois não tínhamos telefone em casa e fazíamos as ligações do escritório. Ele me colocava na linha e ela dizia:

“Hoje choveu muito. Está coisa mais linda aqui do alto! As alfaces estão crescendo de um dia para o outro, dá até para ver as folhas dobrando de tamanho. Aqui do alto, dá para ver o festival de guarda-chuvas coloridos. Coisa mais linda!”.

Por mais que eu estivesse perto e de olhos atentos, jamais consegui ver as folhas crescendo. Lá da casa da minha avó eu não enxergava muito e sempre achei que fosse culpa da minha altura. Pensava que com o tempo, cresceria e poderia ver a maravilha do desfile de guarda-chuvas lá embaixo.

Cresci e descobri que as folhas realmente crescem mais rápido e que guarda-chuvas invadem as ruas quando chove. Aqui no andar de cima, no centro da cidade, neste dia chuvoso, descobri também que há sempre maneiras mais belas de contar o cotidiano. Embora aqui do alto possamos ver que a maioria dos guarda-chuvas é preta!

Beijos (inteiros como sugere a outra mulher de Atenas),
Terezinha